manifestando o Reino em meio à adoração, intercessão e batalha espiritual

A batalha pela mudança da embaixada

A batalha começou! Todos sabemos que existe um caminho a percorrer entre a declaração de uma ideia, de um plano ou projeto e a efetivação completa do mesmo. Mas acredito que nenhuma jornada é tão difícil, quanto aquelas que se propõem a realizar neste mundo, algo que se alinhe ao coração de Deus e sua maravilhosa palavra. A Bíblia declara que o mundo jaz no maligno (I Jo 5:19). Podemos entender mundo aqui como se referindo ao sistema do mundo; o sistema que controla o mundo ou seus subsistemas. O mundo político é um destes subsistemas. Como tal, este campo está igualmente influenciado pela morte que emana do maligno.

Enquanto Jair Bolsonaro era ainda apenas um candidato à presidência, ele foi inteligente em discernir algumas coisas em relação a Israel. Uma delas é que sendo a única democracia do Oriente Médio e não uma ditadura, como é comum naquela região; Israel merece uma atenção melhor do que os governos ditatoriais e opressivos. Percebeu também que ser favorável a Israel, atrairia o voto dos evangélicos, os quais são em sua grande maioria, simpáticos a Israel. E finalmente, talvez a mais importante constatação, foi entender que esta é a vontade de Deus, o qual se comprometeu a abençoar os que abençoam a Abraão e sua descendência (Gn 12:3).

Agora que é o Presidente Eleito, o peso de suas declarações se tornou muito maior. Agora ele passou a indicar os nomes que comporão seu ministério. Isso certamente define os rumos que cada pasta irá tomar. Também passou a definir pontos mais detalhados de seu plano de governo em vários aspectos. No caso das relações exteriores, ensaiou um certo endurecimento nas relações com a China e uma aproximação maior com a América. No entanto, nada causou tanto barulho, quanto a reafirmação de seu desejo de transferir a embaixada do Brasil em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém. E por que? Simplesmente porque essa atitude se conforma com o pensamento bíblico a esse respeito, o qual declara que Jerusalém é uma cidade compacta e pertencente a Israel (Sl 122:3). Por volta de 1000 anos antes de Jesus, o rei Davi conquistou a cidade e fez dela a sua capital (II Sm 5:6-9). Pra quem concorda com a veracidade da Palavra de Deus, a conclusão lógica é que Israel deve ter Jerusalém como sua capital, sendo ali mesmo a localização de todas as embaixadas, inclusive a do Brasil.

Infelizmente, isso não é assim tão simples. Segundo o entendimento do mundo e orquestrado pela ONU, Jerusalém é uma cidade internacional. Pode até ter uma parte dela que fique nas mãos do povo judeu, mas deve também contemplar os palestinos com uma outra parte. Pra quem não se aprofunda nos fatos, isso até parece justo. Mas pra quem conhece e se orienta pela Palavra de Deus, sabe que isso é totalmente inconsistente. O próprio Jesus declarou que Jerusalém é a cidade do Grande Rei (Mt 5:35). Mas nesse mundo de trevas, quem se importa com o que Jesus disse? Quem se importa? O seu povo se importa. Principalmente os intercessores, que escolheram se colocar na brecha (Ez 22:30) e na torre de vigia (Is 62:6 e7; Hc 2:1), até que se cumpra o propósito do Senhor.

Sendo assim, é importante fazer uma leitura bem clara desse momento, a fim de que se possa orar com eficácia e trazer a vontade de Deus como é no céu, aqui para a terra (Mt 6:10).

O primeiro sinal prático de resistência à essa mudança da localização da embaixada, foi dada pelo Egito. Cancelando uma viagem do chanceler brasileiro Aloysio Nunes Ferreira, os egípcios demonstraram sua insatisfação com possível mudança no próximo governo. Alegando uma mudança na agenda de suas autoridades, a diplomacia daquele país suspendeu uma visita que ocorreria entre 07 e 11 de novembro deste ano. Porém, todos sabem que esse não é um comportamento comum no âmbito diplomático.

Se deixarmos de lado as interpretações geopolíticas envolvidas e voltarmos para a Palavra de Deus, vamos nos lembrar que a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes das trevas (Ef 6:12). Sendo assim, vamos analisar a situação espiritualmente. O primeiro ponto a ser analisado é que de acordo coma Palavra Profética que recebemos de nossos irmãos da América, este novo governo do Brasil funcionará como uma espécie de “Ciro”. Isto significa que algumas ações do novo mandatário nacional, irão provocar uma verdadeira libertação de cativeiro para a nossa nação. O senhor de todo tipo de prisão é satanás, o qual nunca fica quieto, assistindo processos de libertação. Lembramos que nos dias da escravidão israelita, um dos símbolos na coroa do faraó do Egito era uma serpente, indicando qual o poder estava por trás daquela autoridade humana. Não por acaso, se via tanta arrogância e orgulho na postura daquele governante. A possibilidade da libertação de um povo que tinha promessas de Deus e que era chamado de filho pelo próprio Senhor, era simplesmente inconcebível às trevas que sustentavam o poder de faraó. Por conseguinte, a decisão do faraó do Egito foi impedir a saída do povo de Israel, para que prestasse culto ao Senhor seu Deus. Essa foi a oportunidade que o Grande Eu Sou encontrou para endurecer o coração do infeliz governante e assim, mostrar a grandeza de seu poder. Conhecemos a história. Depois de dez terríveis pragas, sendo que a última envolveu a morte do filho do próprio faraó, ele não teve outra alternativa, a não ser reconhecer a supremacia do Deus de Israel.

O povo de oração dessa nação deve então discernir e fazer a leitura espiritual desses eventos. Nosso adversário já percebeu o momento em que estamos: é hora de libertação para o filho de Deus, chamado Brasil. Por isso Deus permitiu que entre todos que se desgostaram dessa atitude, o primeiro a demonstrar sua insatisfação na prática, fosse o Egito. Satanás não é criativo, usando portanto o mesmo tipo de plano: o endurecimento resistente. Mas o Nosso Deus permanece tão poderoso como sempre foi. Se os intercessores não esmorecerem, poderemos assistir à um grande embate, entre a vara de Moisés (a perseverança das orações dos crentes, feitas em O Nome de Jesus Cristo) e a corte de faraó (mídia, diplomacia internacional, liga árabe, islã, terrorismo, interesses econômicos, opinião pública, etc.).

Vamos nos manter firmes e vigilantes até que vejamos a inauguração de nossa nova embaixada em Jerusalém. É com essa atitude que nos alinharemos com o coração do Nosso Pai e teremos uma porta aberta de benção advinda da promessa feita a Abraão: “abençoarei os que te abençoarem” (Gn 12:3).

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado